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Em prova emocionante, suíço leva título e brasileiro se mantém no Top 3 da Copa do Mundo de MTB

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De forma antecipada, Nino Schurter conquista seu sexto troféu do torneio, enquanto Henrique Avancini mantém sua chance de pódio na geral

Em prova que contou com pneu furado, corrente quebrada e muitas quedas no pelotão dianteiro, Mont Sainte-Anne, no Canadá, fez jus à fama e à tradição que o circuito carrega e proporcionou uma corrida emocionante no último domingo (12). No calor do verão, as subidas íngremes e as descidas técnicas desafiaram até os ciclistas mais experientes, abrindo espaço para um vencedor inédito, o suíço Mathias Flueckiger, com o tempo de 1h27m26s, seguido pelo italiano Gerhard Kerschbaumer e pelo francês Titouan Carod. O também suíço Nino Shurter levou o título de campeão do mundo pela sexta vez após cruzar a linha de chegada na sétima colocação, duas posições à frente do brasileiro Henrique Avancini. Mesmo sem o pódio, o atleta fluminense segue firme no Top 3 do ranking geral.

Na corrida, Avancini assumiu a liderança logo na largada, mesmo sabendo que Mont Saint-Anne seria o percurso mais difícil da temporada para suas características, e carregou o pelotão durante toda a primeira volta.

“Como eu já sabia antes da prova, esse é o circuito mais desafiador para mim. É composto por muitas sessões lentas, sempre muito vertical, tanto nas subidas quanto nas descidas. Era um desafio que precisava enfrentar para ver como eu estava nessas situações. Acho que cresci bastante. Minha forma está muito boa. Tiro boas lições e sigo em frente para os próximos grandes objetivos da temporada, pois o trabalho que venho fazendo está muito bom. Acredito que os melhores momentos ainda estejam por vir”, afirmou o brasileiro.

Com o resultado, o atleta fluminense ficou somente 19 pontos atrás do holandês Mathieu Van der Poel no ranking geral, após um nono lugar no cross country olímpico e uma bela segunda colocação no short track de sexta-feira (10). Já a lenda-viva Nino Schurter, mesmo com uma corrente quebrada e o pneu traseiro furado, sagrou-se campeão antecipado da Copa do Mundo.

“Foi tudo muito estressante desde o início. Quebrei minha corrente e ainda fiquei bem feliz com minha performance. É um grande desafio hoje em dia, pois há jovens pilotos pedalando forte”, analisou o suíço.

Outros atletas brasileiros também estiveram presentes na prova canadense. Entre os homens, Luiz Cocuzzi terminou em 39º. Já no feminino, dominado pela suíça Jolanda Neff, a mineira Jaqueline Mourão chegou na 22ª colocação depois de uma corrida de recuperação.

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Avancini assina pista da CIMTB Michelin e se prepara para inauguração Petrópolis

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Circuito Henrique Avancini será inaugurado nos dias 1 e 2 de março. Percurso sediou o Campeonato Brasileiro em 2015 e foi repaginado

Desafiadora e divertida. Foi assim que o campeão mundial de Maratona, Henrique Avancini (Cannondale Factory Racing) definiu a pista de Cross Country Olímpico (XC) da CIMTB Michelin de Petrópolis assinada por ele. O evento acontece nos dias 9 e 10 de março e está com as inscrições abertas. A pista será inaugurada antes do evento, nos dias 1 e 2 de março (domingo e segunda de carnaval) e batizada de Circuito Henrique Avancini. Para participar da inauguração, o atleta pode se inscrever no local e no mesmo dia por um valor de R$ 50 para os dois dias. Os acompanhantes dos atletas não pagam.

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O local já sediou o Campeonato Brasileiro de 2015 e agora foi modificado dentro dos padrões da CIMTB Michelin e com a assinatura de Avancini. “Está mais trabalhado em relação ao brasileiro e a grande diferença é que uma pista que demanda base de pilotagem. Então, se você tem base de pilotagem, em uma ou duas voltas você vai dominar o circuito, se você não tem, você vai perceber com facilidade quais os tipos de técnica que você tem que trabalhar. Todo circuito se torna fácil quando você tem o domínio da técnica, quanto maior o domínio, a dificuldade vem pela velocidade maior”, comentou Avancini.

Henrique contou que o atleta pode esperar bastante subidas, porém com uma fluidez maior em comparação à outras pistas no país. “No Brasil, nossos circuitos tem a características de serem um pouco mais travados. Nessa etapa da CIMTB será percurso que tem exigência física, pois sobe mais do que geralmente as pistas no Brasil sobem, com uma altimetria por quilômetro muito próximo do que é uma Copa do Mundo na Europa, porém teremos uma fluidez muito maior. É um circuito com menos frenagem. Você vai usar os freios para controlar a bicicleta, não tem muito zigue-zague e não tem muitas curvas lentas”, disse Avancini

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Para o atleta, XCO tem que ser desafiador mas também divertido. “É um circuito mais trabalhado, a gente tem muitas curvas trabalhadas, trechos de transposição, como por exemplo, rochas, pequenos saltos. Uma vez que você dominar o obstáculo, você vai passar com velocidade, com segurança e vai conseguir passar por lugares visualmente imponentes, Vamos trazer o conceito de pilotagem, construído, calculado. Não tem nada na pista que não foi aproveitado”, afirmou Henrique. Ele também disse que teve cuidado com relação aos tempo. “A gente calculou muito bem cada obstáculo, sequência de tempo de subida com tempo de descida, as conexões, as transições, os trechos planos para que fique uma pista onde todos os atletas consigam andar, sejam desafiados e se divirtam”, afirmou.

A pista foi construída no Sítio São José. Os proprietários informaram que “Juntamente com Henrique Avancini estamos investindo no desenvolvimento do esporte e o Circuito Henrique Avancini tem este propósito, lembrando que muitos atletas amadores começaram a pedalar regularmente após a edição do brasileiro em 2015. Contamos com a colaboração de alguns empresários da região que estão fornecendo materiais e máquinas para a melhoria percurso. Esperamos uma parceria duradoura com a CIMTB, com outros organizadores e assessorias de treinamento para que possamos atingir nossos objetivos a longo prazo.”, afirmou.

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Para o organizador do evento, Rogério Bernardes, “a experiência como atleta e o comprometimento com a construção da pista do Henrique aliado às exigências que temos na CIMTB Michelin rendeu uma pista espetacular. Temos uma pista segura e que atende todos os atletas, do amador ao profissional, do iniciante ao experiente, da mesma forma. Todos os locais técnicos possuem uma passagem lateral mais fácil, um pouco mais lenta, sem risco para o competidor. E para quem vier ao Vale do Cuiabá, seja o atleta, familiares ou publico, vai encontrar um local de beleza natural ímpar e com topografia ideal para uma pista de mountain bike. E o mais importante é que todos estão com o mesmo foco em fazer um evento maravilhoso.”

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Decisões debaixo de chuva marcam final da CIMTB Levorin

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Competição realizada em Congonhas/MG decidiu campeões da temporada

A Copa Internacional Levorin de Mountain Bike (CIMTB Levorin) finalizou a temporada. Depois de passar por Araxá em abril, Ouro Preto em junho, São Paulo em agosto e finalizar em Congonhas, os campeões de todas as categorias foram definidos. O evento reuniu um público de mais de 60 mil pessoas em todas as etapas, movimentou a economia das cidades e teve mais de 4 mil atletas participantes. Com 162 pontos, a atleta de Ouro Branco conquistou o bicampeonato da competição. Já Cocuzzi somou 181 pontos durante as etapas de 2018 e conquistou o troféu de campeão pela primeira vez.

Na Super Elite Masculina, Luiz Henrique Cocuzzi (Equipe Lar -Scott-Mauro Ribeiro-Vzan) foi o campeão. Cocuzzi foi o vice melhor colocado em Araxá em 2018. Em Ouro Preto, o atleta participou do XCO e conquistou a 3º colocação. Correndo em São Paulo, o competidor foi campeão tanto no XCO quanto no XCC e em Congonhas, ficou na 16º colocação na Maratona depois de um problema no equipamento e foi vice-campeão no XCE. Esta foi a primeira vez que Cocuzzi se consagra campeão da CIMTB Levorin. “É uma construção o ano inteiro, foi um bom ano. Foi o meu primeiro título na Elite. O campeonato é muito importante e levar esse titulo pra mim é uma honra, coloco meu nome na história da CIMTB”, disse.

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Na Elite Feminina, Letícia Cândido (Audax FSA) foi bicampeã. A atleta conquistou o título também em 2017. Durante a temporada da CIMTB Levorin, Letícia ficou no Top6 em Araxá. Em Ouro Preto, ficou na segunda colocação no XCO e foi campeã no Short Track. Em São Paulo, a atleta foi Top4 no XCC e vice no XCO. Já em Congonhas, a atleta somou pontos com a vitória na Maratona. “Eu comecei a temporada em janeiro e finalizar com uma vitória na Maratona e uma no Short Track é sinal que tivemos um bom ano. O sentimento agora é de dever cumprido mais uma vez e feliz por levar o troféu para casa pela segunda vez”, disse Letícia.

A Copa Sense Bike esquentou a CIMTB Levorin. Mais de 1 mil atletas largaram neste domingo (25), em frente ao Museu de Congonhas, dentre eles competidores das categorias Veterano, Segurança Pública, Peso Pesado, Master, Cadete, Expert, Femininas Sub 45, Sub 35, Sub 19, Over 45, PNE, Júnior, Ultra e todas as categorias de dupla.

O primeiro atleta a cruzar a linha de chegada foi da categoria Júnior. Gustavo Xavier (Audax FSA) concluiu a prova em 1:37:04. O vice-campeão foi Ygor Oliveira Fernandes (Loucos Por Trilhas) que fez o percurso em 1:41:04. A terceira colocação ficou para Lucas Arruda Amaral que chegou com pouco mais de 40 segundos de diferença do segundo colocado. No feminino, Vitoria Xavier Claudino (Soul Cycles) foi a primeira colocada. Ela concluiu em 2:40:05. Laurien Miranda Barbosa (Isa Team Mtb) chegou em segundo com 2:52:20, seguida de Bruna Saalfeld Elias (Specialized Racing Br) 2:52:20.

Com o resultado, Gustavo Xavier, líder da categoria, se consagrou campeão geral da Júnior da temporada CIMTB Levorin. “A pista estava muito dura, tem muitas subidas e ficou mais difícil por causa da lama. Está chovendo muito na região. Então, dificultou muito o circuito, fora os adversários que são muito fortes. Fiz uma ótima prova, fiquei muito contente com o resultado e espero voltar mais vezes na etapa de Congonhas. Essa foi minha última competição da temporada. Esse ano foi excelente, tirando uma fratura que tive na clavícula, mas, foram resultados espetaculares. Termino as quatro etapas da Copa Internacional como líder da competição”, comentou.

Já a campeã da Maratona, Vitória afirmou que o terreno estava favorável às condições que ela gosta. “Eu sou de Santa Catarina, moro em uma cidade onde chove muito. Tive um ponto positivo porque choveu três dias seguidos e a prova estava do jeito que eu gosto: técnica, com subidas, descidas e muita lama”, contou.

Mesmo com o resultado, Bruna Elias (Specialized Racing Br) se consagrou a campeã da temporada. “Esse ano foi muito bom, eu comecei a fazer uma preparação para a categoria Sub23 que a gente sabe que dobra o esforço e já é bom o atleta ir se preparando. Eu consegui realizar todos os meus objetivos e para minha surpresa, eu também consegui me consagrar campeã da CIMTB mais uma vez, o que era um grande sonho. Cheguei a achar que que não ia conseguir porque fiquei sem treinar porque fiquei doente e de última hora decidimos vir. Graças a Deus deu tudo certo e eu estou muito feliz de ter conquistado esse título”, disse Bruno que foi campeã da categoria pela segunda vez consecutiva.

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Categoria Ultra
Estreando na CIMTB Levorin, a categoria Ultra teve uma boa aceitação. Os atletas pedalaram os dois percursos, tanto o completo de 62 km, quanto o reduzido de cerca de 40 km, e tiveram os tempos somados. O campeão, Naydson Fabiano (Pedal Sport Poços De Caldas), concluiu o tempo dos dois em 5:22:56. Naydson terminou a etapa do circuito completo com 3:07:33, e neste domingo teve um problema no equipamento finalizando a competição na terceira colocação. Porém, a soma dos tempos, deu a ele o lugar mais alto do pódio.

O vice-campeão Juliano de Assis Franco (Equipebike) levou a melhor neste domingo (25) e aprovou a categoria. “É uma categoria muito legal, foi muito bem aceita e só tende a crescer. Vários atletas sentem a necessidade desse perfil de categoria, pois queremos correr os dois dias de prova. Muitas vezes, escrevemos em duas categorias diferentes para correr o evento todo. O ano que vem, tenho certeza que terão mais atletas. Já o grande desafio de pedalar dois dias, é dosar a energia e conseguir o equilíbrio”, contou.

Sub19 Feminina
Nesta categoria, Giuliana Morgen mais uma vez surpreendeu. Assim como nas etapas anteriores, a atleta foi a mulher mais rápida da Copa Sense Bike e cruzou a linha de chegada com 2:10:58, se consagrando campeã da temporada. Giuliana contou que a disciplina faz diferença no resultado. “Eu treino muito e me dedico. Tudo o que a gente quer alcançar e traça com seriedade, nós conseguimos. E é assim que eu levo o mountain bike. No ano que vem por exemplo o objetivo é treinar como uma atleta Júnior, apesar de eu me manter na Sub19”, contou.

Desafio Audax de Cyclocross
A temporada terminou para a modalidade que estreou em 2018 na CIMTB Levorin. O encerramento foi em grande estilo, com uma Maratona de 42 km com direito a chuva e lama. Campeão de Araxá e São Paulo, Vallmor Hausmann (Soul Cycles), também levou a melhor em Congonhas e finalizou a prova com 1:47:31. “Hoje foi o dia perfeito para usar a Cyclocross. Enquanto todo mundo estava empurrando a bike tanto na descida quanto na subida, eu conseguia pedalar. Com pneus mais finos, as garras mais altas, a bike não embuchava, pelo contrário, ela mantinha a velocidade. Foi a bike perfeita para o circuito de hoje”, ressaltou o campeão.

PNE
Sempre impressionando, Bruno Paim (AUDAX FSA), pedalou forte na categoria PNE e foi o campeão da Maratona. Mesmo com muita lama e chuva, Paim surpreendeu, finalizando a prova com 1:56:13. “A prova foi bem pesada, tinha muito pedaço com muita lama, a bike travou, mas a chuva ajudou a soltar a lama da bike e graças a Deus alcancei o primeiro lugar, foi um ótimo resultado na última prova da temporada, foi bom demais”, finalizou.

CIMTB Levorin 2018
A CIMTB Levorin conta pontos para o ranking mundial, da União Ciclística Internacional (UCI), fazendo parte do ciclo Olímpico Tóquio 2020, ranking Brasileiro e Mineiro.

Copa Internacional de Mountain Bike comemora a 23ª Edição em 2018. O evento tem patrocínio da Levorin, o pneu oficial da competição, e Co-Patrocinio da Sense Bike e Audax e parceria Prefeitura de Congonhas e Fumcut.

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Uma moderna bicicleta clássica

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O designer gráfico Guillaume BOUT teve uma ideia meio maluca que ficou quase dois anos guardada na gaveta. Projetar uma bicicleta Penny Farthing, aquelas do século XIX com rodas dianteiras enormes, com componentes modernos das bikes atuais.

Especialista em softwares de design 3D, BOUT partiu para a atividade e projetou uma versão moderna das clássicas Penny Farthing. Embora as imagens pareçam perfeitas, a Zebra OTB nunca foi produzida nem mesmo como protótipo. Todas as imagens são renderizações do projeto em 3D que o artista criou.

Guillaume BOUT é especialista em design 3D e amante das bicicletas. Por mais de dez anos, vem trabalhando no desenvolvimento de peças e personalizações de aviões de luxo.

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