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Urbano

Produção de bicicletas cresce 15,9 % em 2018

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Investimentos em tecnologias e produtos de maior valor agregado devem ampliar em mais de 10% os volumes das fábricas em 2019, totalizando 857 mil unidades, diz Abraciclo

As fabricantes de bicicletas instaladas no Polo Industrial de Manaus – PIM produziram 773.641 unidades em 2018, volume 15,9% superior ao registrado no ano anterior (667.363 unidades), conforme dados da Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares – Abraciclo.

Segundo Cyro Gazola, vice-presidente do Segmento de Bicicletas da Abraciclo, depois de quatro anos de declínio, a indústria demonstrou uma retomada nos negócios em 2018, impulsionada pela maior oferta de produtos, preços mais competitivos e expansão da mobilidade urbana. “Isso mostra com clareza o impacto positivo da ampliação das redes de ciclovias, ciclofaixas e ciclorrotas nas cidades brasileiras”, comenta.

Na avaliação do executivo, outro motivo para o desempenho expressivo está na redução do índice de inadimplência dos consumidores, aliada ao aumento da oferta de crédito pelas instituições financeiras.

Com base nos resultados do ano passado, a entidade reforça seu otimismo em relação aos negócios previstos para 2019. “Acreditamos que haverá um crescimento de 10,8% na produção de 2019, devendo chegar a 857.000 unidades”, diz Gazola.

Resultados por categoria

Dados da entidade mostram que, no total, em 2018 foram fabricadas 330.573 bicicletas da categoria MTB (participação de 42,7% no mix de produção), 306.740 unidades da Urbana (39,6%), 129.096 unidades de Infanto-Juvenil (16,7%) e 7.232 unidades de Estrada (0,9%). De acordo com a Abraciclo, a categoria MTB vem crescendo principalmente porque envolve um tipo de bicicleta que passou a ser utilizado também nas cidades, apesar de sua aplicação clássica como veículo off-road.

Importação e exportação

De acordo com dados do então Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (Mdic) analisados pela Abraciclo, a importação de bicicletas em todo o território nacional totalizou 117.668 unidades em 2018, representando uma queda de 22,6% sobre o volume de 2017 (152.098 unidades).

As bicicletas importadas vieram principalmente da China (82,5%), seguida de Taiwan (6,6%) e de Camboja (4%). Somente em dezembro, quando foram importadas 20.223 unidades, a China representou 77,9%, Taiwan 7,3% e Camboja 6%.

Também com base na análise da Abraciclo sobre dados do então Mdic, no ano passado foram exportadas 12.880 bicicletas produzidas no Brasil, significando uma alta de 6,9% sobre o volume de 2017 (12.048 unidades). O principal mercado das exportações foi o Paraguai, com 48,7%, seguido do Uruguai (27,4%) e Bolívia (14%).

Urbano

Oficina Bicicleta nos Planos tem edição sudeste realizada no Rio de Janeiro

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Oficina Bicicleta nos Planos tem edição sudeste realizada no Rio de Janeiro

Nos dias 11 e 12 de junho, no Rio de Janeiro/RJ, aconteceu mais uma edição da Oficina de Formação pela Bicicleta. Dessa vez, o público-alvo foi pessoas, movimentos sociais e instituições da região SUDESTE.

Com 16 horas de duração, a Oficina Sudeste contou com a presença de 36 pessoas, de quinze cidades distintas, de cinco estados (tivemos participação de uma pessoa da Bahia e uma de Pernambuco)*, sendo os presentes integrantes e representantes de Prefeituras, Governo do Estado do Rio, de organizações e movimentos sociais e também da Universidade. A oficina teve apoio dos parceiros locais Transporte Ativo, Centro Carioca de Design, CET-Rio e SECONSERMA/RJ para sua realização.

A oficina teve por objetivo gerar conhecimento e experiência no âmbito do planejamento, implantação e monitoramento de políticas de bicicleta, em conexão com outras políticas públicas urbanas.

Com a oficina Sudeste, fechou-se o ciclo de oficinas que iniciou-se em setembro de 2017 com a realização da Oficina Nordeste, em Recife. Em seguida, em novembro, passou pelo Sul, em Florianópolis, seguindo, em fevereiro, para o Norte, em Belém, tendo a penúltima edição no Centro-Oeste, em Guará, em abril. Além, aconteceu uma oficina extra em Aracaju e uma oficina pequena em Caruaru, em Pernambuco.

Ao longo dos dois dias, foram discutidos assuntos relativos às razões para se promover a bicicleta como parte da política de mobilidade urbana de um município, explorando argumentos com relação a custos ambientais e socioeconômicos das cidades e como a bicicleta pode contribuir com estas diferentes agendas.

Além disso, foram abordados e trabalhados os diversos componentes de uma política da bicicleta, além de discutidas estratégias de sua promoção e integração com outras políticas urbanas, como as políticas de saúde, de esporte e lazer, ambientais e de mudanças climáticas ou até mesmo econômicas. Para ilustrar um exemplo prático de interação entre políticas, a oficina contou com a incrível participação – e performance – de Jô Pereira, do coletivo Preta, Vem de Bike – que atuou (Jô é artista e usou da arte para se expressar sobre a mobilidade urbana que ela acredita e defende.) e falou sobre a importância de se pensar, discutir, planejar e executar políticas de mobilidade que sejam gênero inclusiva. Ou seja, políticas que consideram, desde o início de suas formulações, as questões ligadas à presença e aos deslocamentos das mulheres pelas cidades.

No segundo dia da oficina, para experimentar e explorar parte das discussões e diálogos teóricos, foi realizado um laboratório prático, por meio de uma visita técnica na cidade. A visita, que teve em torno de 10 km. Após a experimentação e debate sobre a infraestrutura visitada, o grupo retornou ao local da oficina para dialogar sobre diversos pontos com algum interesse no que tange ao uso da bicicleta e que haviam foram identificados como importantes de serem compartilhados.

No período da tarde, José Carlos de Almeida, da Prefeitura de Sorocaba, contou como a bicicleta virou uma questão prioritária na Prefeitura de Sorocaba em 2005 e até os dias atuais a pauta tem muito espaço na cidade.

A campanha Bicicleta nos Planos, realizada pelo Bike Anjo e UCB (União de Ciclistas do Brasil), visa estimular municípios que têm mais de 20 mil habitantes a contemplarem a bicicleta como meio de transporte prioritário no seu Plano de Mobilidade Urbana. De acordo com a Política Nacional de Mobilidade Urbana – PNMU – Lei 12.587/2012, municípios com mais de 20 mil habitantes têm até abril de 2019 para apresentar projeto de mobilidade urbana.

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Ford cria jaqueta inteligente que aumenta a segurança de ciclistas no trânsito

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Ford cria jaqueta inteligente que aumenta a segurança de ciclistas no trânsito

A Ford registrou a patente de uma jaqueta inteligente que orienta o ciclista a encontrar os melhores caminhos no trânsito, com a ajuda de um aplicativo, e gera sinais luminosos, sonoros e táteis para tornar a viagem mais segura – veja o vídeo. Ainda em fase de protótipo, a “Smart Jacket” foi desenvolvida por um grupo de empregados do escritório de inovação Ford Smart Mobility em Londres.

A jaqueta inteligente da Ford tem luzes de LED nas mangas que se acendem automaticamente quando o ciclista levanta o braço para avisar que vai virar à direita ou à esquerda, além de luz de freio. Conta também com um aplicativo de navegação, conectado sem fio a um smartphone, que gera uma vibração na manga correspondente para indicar a direção a seguir, selecionando rotas que evitam ruas movimentadas e cruzamentos.

O novo “wearable” – tecnologia de vestir – ainda permite ao ciclista atender chamadas, receber mensagens e instruções de navegação sem precisar tirar as mãos do guidão ou olhar para a tela do celular, usando interfaces sonoras e táteis.

Os fones de ouvido que acompanham a jaqueta também usam uma tecnologia inovadora: transmitem o som por meio de vibração nos ossos da face, deixando a orelha livre para captar os demais sons do ambiente. Outros recursos em desenvolvimento incluem o acesso a chamadas e mensagens por meio de gestos e comandos de voz para uso em serviços comerciais de entrega.

Desenvolvida junto com especialistas em roupas para ciclistas da Lumo e experts em softwares de mobilidade da Tome, a jaqueta inteligente é um exemplo do enfoque colaborativo adotado pela Ford para a inovação.

“Na Ford, queremos ajudar a tornar a mobilidade nas cidades mais segura, confiável e livre, tanto para as pessoas como para os produtos”, diz Tom Thompson, líder do projeto da equipe Ford Smart Mobility. “O protótipo da jaqueta inteligente nos ajuda a entender melhor como os diferentes usuários do ecossistema urbano – ciclistas, carros e pedestres – podem coexistir com a aplicação de tecnologias inteligentes, gerando aprendizado para futuros projetos.”

As bicicletas são cada vez mais usadas para transporte, lazer e entrega de produtos e serviços nas cidades. A equipe de ciclistas que desenvolveu a jaqueta inteligente tem como foco de trabalho o desafio da “última milha” – como é chamado o último trecho do deslocamento de pessoas, mercadorias e serviços em centros urbanos congestionados, que geralmente envolve maior complexidade e custos. O projeto também faz parte da campanha “Compartilhe a Estrada”, apoiada pela Ford, para promover a harmonia entre motoristas e ciclistas.

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